Denisval Alves de Souza

Denisval Alves de Souza tem 40 anos de idade. Nascido e criado em família humilde, a relação com a bike se deu de forma relativamente tardia e não necessariamente como uma diversão.

 

“Eu comecei a gostar de bicicleta com meus 10 anos de idade. Eu andava numa Monareta de um amigo meu. Tinha aquele desfile de 7 de setembro na época das escolas. Fazia de bicicleta, hoje já não fazem mais. Eu pegava a Monareta emprestada, e daí fui criando aquele hábito (e gosto). Com 12 anos comecei a trabalhar vendendo jornal e com 13 anos tive a ideia de sair na frente na venda do jornal. Como? Eu adaptei a bicicleta para venda do jornal, e daí em diante eu não parei mais. A bicicleta foi entrando na minha vida, daqui a pouco virei um esportista, graças a Deus.

...comecei trabalhando, depois ia buscar minha mãe no serviço. Ia de bicicleta, colocava no bagageiro e daqui a pouco quando fui ver já estava competindo.”

 

Hoje Denisval tem sua própria família. Casado com Soraia e pai do Arthur, fala com carinho sobre a relação com eles.

 

“Minha esposa me apoia muito. Eu acordo cedo - 5 horas - para treinar e acabo acordando ela, e depois volta a dormir de novo. Ela me apoia sempre. Quando eu não acordo ela me cobra: “Você não vai treinar não?””

“Meu filho desde que nasceu eu já estava praticando. Então hoje ele não consegue perceber muito minha ausência quando eu estou treinando. Assim, a ausência não incomoda tanto ele, mas lógico que eu tento sempre agradar da forma possível: passeando, dando mais atenção quando eu estou com ele, etc.”

 

Questionado sobre como entrou no mundo das MTB, Val (como também é conhecido) relembra:

 

“Eu tive um amigo sócio que gostava do MTB e havia trago uma da Bahia. Nisso eu comprei uma Monark de alumínio e comecei a praticar com ele. Teve um dia que um amigo lendo um jornal no bar, viu “Corrida de bicicleta Up-hill no morro Forte São João”.”

- Ah Val, porque você não vai lá?

- Eu hein vou mexer com isso não!

“Aí esse amigo muito me incentivou até que eu fui peguei um capacete emprestado, bermuda emprestada, corri de camisa de malha. Mas fui lá e fiz o terceiro lugar.

Daí em diante eu disse “opa” é isso que eu vou querer. Dá pra ter futuro nisso daí.”

 

Neste primeiro vídeo, Denisval fala rapidamente sobre seus títulos, sobre o resultado no Iron Biker 2015, sobre a temporada de 2015 de forma geral, além de suas duas equipes:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Questionado sobre sua evolução, desde quando começou a competir no final dos anos 90, Denisval fala de “sacrifício”.

 

“...a evolução que fui tendo foi em razão do sacrifício. Porque naquela época nós não tínhamos muitos recursos.“

“Por exemplo, antigamente tínhamos que colocar um pneu gasto (na bike, claro) para ir até a prova pedalando e lá trocar novamente o pneu para poder competir. Hoje a situação é totalmente diferente, nós temos mais “facilidades”. Os patrocínios nos favorecem e possibilitam o nosso crescimento no esporte.”

“Então a tendência, se Deus permitir, é melhorar ainda mais!”

 

Ainda falando do passado, disse: “Não sei se você vai lembrar, mas em 98 eu tive o prazer de acompanhar a seleção Capixaba de MTB no brasileiro no interior de São Paulo em São Sebastião da Grama. Naquela época, salvo engano, na equipe tínhamos: você, Sidiclei, Apolônio, Bruno XTR e o Lázaro.”

“A Multesport sem querer reeditou uma parceria que existiu entre você e o Sidiclei naquela época. Como é a sua relação dentro e fora das provas com seu companheiro de equipe?”

 

“É uma relação boa, tranquila. Independente de sermos parceiros hoje, nós já tínhamos uma convivência muito boa. Nunca tivemos nenhum tipo de “desarranjo” entre um e outro graças a Deus. Sempre tentando apoiar um ao outro. Inclusive, foi ele mesmo que me deu uma força para me trazer para a equipe a qual eu corro. Então agradeço muito ao Sidiclei.”

“Neste ano que você falou nós fomos convocados pois estávamos liderando o ranking (capixaba). O presidente da FESC na época era o Artur, e ele dizia que quem estivesse liderando o ranking iria para o brasileiro. Espero até que volte essa regra para o estado.

É muito interessante, até mesmo para os atletas que estão iniciando, se motivando mais a treinar e vir a ganhar este “Vale brasileiro”. Mas graças a Deus, vamos torcendo que tudo no final vai dar certo: eu e Sidicley com a Multesport!”

 

Questionei sobre as provas capixabas, sobre seu treinamento e sobre sua concentração antes da largada. Veja o que ele responde no próximo vídeo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Perguntei: “Em todos esses anos você se recorda de algum piloto em especial? Alguém que você faz questão de lembrar por que te deu trabalho, ou por que te ajudou muito? Alguém que te deu prazer competir contra?”

 

“Hoje, por exemplo, eu lembro muito do Apolônio (Apolônio Carneiro) que era um atleta de destaque que corria nacionalmente. Sempre quando ele está estava escrito na prova que eu ia correr também, eu pensava: “pow, vou ter que correr contra o Apolonio!”.

Gostaria muito que ele voltasse, mas hoje ele está com dificuldade de arrumar tempo entre família loja e trabalho. Este é um dos nomes, né? Fora outros como o próprio Sidiclei - pois já corri contra ele – também o Paulo César Firme, que hoje mora fora; o Ramerom (Ramerom Koblinger) que mora fora também, o Evandro Albani - que podemos dizer ser a lenda do MTB Capixaba – e já me deu muito trabalho também. São nomes que vale a pena lembrar!

 

Encerrando a entrevista, Val fala sobre a escolha 26”x29” e responde a um divertido e curto “ping-pong”. Confira!

 

 

 

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